Lives: um fenômeno passageiro ou duradouro?

Uma alternativa muito popular entre os cantores e criadores de conteúdo neste período de pandemia foram as lives. Elas se tornaram uma verdadeira febre, rendendo muitas visualizações, recordes e patrocínios milionários. Uma prova desse sucesso foi o show ao vivo da cantora sertaneja Marília Mendonça, a líder do ranking mundial das transmissões via streaming do YouTube, que atingiu o pico de 3,31 milhões de usuários assistindo simultaneamente. É um resultado incrível, mas será que as lives ainda continuarão em alta? É o que vamos discutir nas próximas linhas.

Lives pra que te quero

O recurso das transmissões ao vivo do You Tube existe desde 2008, mas no Brasil, só foi utilizado em 2010. Na ocasião, foi transmitido um show de três horas que reuniu grandes nomes do sertanejo brasileiro: Michel Teló, Luan Santana, Victor & Léo e Bruno & Marrone. Dez anos depois, essa ferramenta está mais popular do que nunca e estudos indicam que a onda das lives veio para ficar.

Um desses estudos foi realizado pela MindMiners, uma empresa de tecnologia voltada para a pesquisa digital. A pedido da CNN Brasil Business, a empresa fez um levantamento com 500 entrevistados de todas as regiões do país e classes sociais distintas. O resultado é que 76% dos participantes se mostraram favoráveis a permanência das lives.

Uma outra pesquisa que demonstra a força das lives foi feita pela Forrester e IBM, que apontaram que as transmissões ao vivo conseguem ter uma audiência 10x maior que os vídeos gravados.  Demais, não é?

Como entrar nessa onda?

O legal das lives e que elas são bem democráticas. A qualquer hora do dia ou da noite tem alguém transmitindo algum conteúdo. Isso significa que se você, dono de uma marca, também quiser embarcar nessa: ta liberado!
É importante ter desenvoltura, separar um roteiro com conteúdo bacana, escolher um ambiente legal com boa iluminação e livre de ruídos. Ah, não se esqueça de contar com uma boa câmera para isso.